<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt-BR"><generator uri="https://jekyllrb.com/" version="3.10.0">Jekyll</generator><link href="https://georger.net/feed.xml" rel="self" type="application/atom+xml" /><link href="https://georger.net/" rel="alternate" type="text/html" hreflang="pt-BR" /><updated>2026-03-05T11:04:29-03:00</updated><id>https://georger.net/feed.xml</id><title type="html">georger.net</title><subtitle>Um site sobre software livre e bateria.</subtitle><author><name>Georger Araújo</name></author><entry><title type="html">A influência da anatomia do casco nas propriedades acústicas do tambor</title><link href="https://georger.net/bateria/a-influencia-da-anatomia-do-casco-em-suas-propriedades-acusticas/" rel="alternate" type="text/html" title="A influência da anatomia do casco nas propriedades acústicas do tambor" /><published>2021-12-13T08:00:00-03:00</published><updated>2021-12-13T08:00:00-03:00</updated><id>https://georger.net/bateria/a-influencia-da-anatomia-do-casco-em-suas-propriedades-acusticas</id><content type="html" xml:base="https://georger.net/bateria/a-influencia-da-anatomia-do-casco-em-suas-propriedades-acusticas/"><![CDATA[<p>Oi pessoal,<br />
os fabricantes de tambores oferecem uma grande variedade de modelos com
cascos de diferentes diâmetros, profundidades e madeiras, dentre outras
características. Qual é a influência dessas características no som de cada
um?
<!--more--></p>

<p>Primeiramente vamos descrever o tambor e seus componentes anatômicos.</p>

<p>Em seguida, vamos elencar os fatores dos quais resultam
as características acústicas do tambor.</p>

<p>Por fim, trataremos da influência da anatomia do casco no som
final do tambor.</p>

<h2 id="anatomia-dos-tambores">Anatomia dos tambores</h2>

<p>Os tambores da bateria – o bumbo, o surdo, a caixa e os tom-tons – são
instrumentos de percussão que consistem de cilindros (os <strong>cascos</strong>) nos
quais são afixadas duas<sup id="fnref:1" role="doc-noteref"><a href="#fn:1" class="footnote" rel="footnote">1</a></sup> membranas esticadas (as <strong>peles</strong>). As partes
dos tambores são mostradas na figura a seguir:</p>

<figure>
  
<a href="https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1742-6596/1075/1/012017"><img src="/assets/images/fig-1.14-anatomia_do_tambor-vetor.svg" alt="" /></a>

  <figcaption>
Anatomia de um tambor — Eri Zempo, Naoto Wakatsuki, Koichi Mizutani e Yuka Maeda — <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/">(CC-BY-3.0)</a>
</figcaption>
</figure>

<ul>
  <li>O <strong>casco</strong> é o cilindro, geralmente de madeira, sobre cujas
extremidades se esticam as peles;</li>
  <li>A <strong>pele</strong> é a membrana que o(a) baterista percute;</li>
  <li>O <strong>aro do tambor</strong> comprime o aro da pele e assim a mantém tensionada
contra a borda do casco;</li>
  <li>As <strong>canoas</strong> são estruturas afixadas ao casco que recebem em seu interior
os parafusos de afinação;</li>
  <li>Os <strong>parafusos de afinação</strong> são o elo de ligação entre o aro e as canoas.
Ao ser apertados ou afrouxados, os parafusos de afinação aumentam ou
reduzem a tensão aplicada à pele porque regulam a força que o aro do
tambor exerce sobre o aro da pele.
    <ul>
      <li>Para apertar e afrouxar os parafusos de afinação, bem como outros
parafusos do <em>kit</em>, o(a) baterista usa uma <strong>chave de afinação</strong> como
a mostrada na figura a seguir:</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<figure>
  
<a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:CleBatterieRock.JPG"><img src="/assets/images/fig-1.15-CleBatterieRock.png" alt="" /></a>

  <figcaption>
Chave de afinação — Wikimedia Commons <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en">(CC-BY-SA-3.0)</a>
</figcaption>
</figure>

<h2 id="fatores-dos-quais-resultam-as-características-acústicas-do-tambor">Fatores dos quais resultam as características acústicas do tambor</h2>

<p>As características acústicas do tambor resultam dos fatores a seguir:</p>

<ul>
  <li>Pele: responsável por até 70% do som total do tambor;</li>
  <li>Casco: responsável por 10% até 30% do som total do tambor;
    <ul>
      <li>Diâmetro;</li>
      <li>Profundidade;</li>
      <li>Espessura;</li>
      <li>Bordas e, se existirem, aros de reforço;</li>
      <li>Técnica de construção;</li>
      <li>Material (madeira, sintético, metal).</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Aro do tambor;</li>
  <li>Canoas;</li>
  <li>Ferragens.</li>
</ul>

<p>As porcentagens apresentadas acima vieram da matéria <em>“Anatomy of a drumshell”</em>
da <a href="https://www.moderndrummer.com/wp-content/uploads/2017/10/md-340-cs.pdf">edição de março de 2008 da revista Modern Drummer</a> (pp. 166).
A mesma matéria traz declarações interessantes de fabricantes de tambores:</p>

<blockquote>
  <p>“A maioria dos(as) bateristas compra com os olhos, não com os ouvidos.” — Jim
Haler, Yamaha Drums</p>
</blockquote>

<blockquote>
  <p>“A maioria dos seres humanos não é capaz de ouvir com precisão as inúmeras qualidades
que muitos fabricantes de tambores dizem que seus instrumentos ostentam.
A degustação de vinhos parece ser uma ciência mais exata.” — Scott Sasser, Mapex
Drums</p>
</blockquote>

<blockquote>
  <p>Além disso, Ray Ayotte acrescenta, um casco é “responsável provavelmente por só dez por cento”
do som total de um tambor, com o aro tendo influência mas com a pele produzindo a maior
parte do som. De fato, em uma consulta informal, outros descreveram a contribuição do casco
como sendo não mais que trinta por cento, com o tipo e a afinação da pele sendo os maiores
responsáveis pelo som.</p>
</blockquote>

<blockquote>
  <p>Como comenta John Craviotto, “A câmara (o interior do casco) contribui
bastante para o som”. Isso pode ser atribuído a como as ondas sonoras percorrem a parede
interna do tambor. “Você não quer que fique totalmente lisa”, acrescenta Craviotto. “Isso tira o
aspecto amadeirado do som. Não faça o interior ficar parecido com um tubo de PVC”.</p>
</blockquote>

<blockquote>
  <p>“Um fabricante de tambores famoso me disse uma vez que se você pegasse um casco
genérico e pusesse canoas da marca ‘A’ nele, então ele soaria como um tambor da
marca ‘A’. Aí, se você pegasse esse mesmo casco e pusesse nele canoas da marca ‘B’,
então ele soaria como um tambor da marca ‘B’.” — Gene Okamoto</p>
</blockquote>

<h2 id="influência-da-anatomia-do-casco-no-som-final-do-tambor">Influência da anatomia do casco no som final do tambor</h2>

<p>As informações apresentadas a seguir foram obtidas destas fontes:</p>

<ol>
  <li><a href="https://hub.yamaha.com/drums/stage/part-2-the-bass-drum/">Yamaha – The Modern Drum Set, Part 2: The Bass Drum</a></li>
  <li><a href="https://www.yamaha.com/en/musical_instrument_guide/drums/mechanism/mechanism003.html">Yamaha – The Structure of the Drum – How sound is produced</a></li>
  <li><a href="https://www.yamaha.com/US/houseofworship/downloadables/How-to-Choose-Guides/Yamaha-Guide-to-Choosing-a-Drum-Set.pdf">Yamaha – Choosing a Drum Set for Worship</a></li>
  <li><a href="https://pearldrum.com/sites/default/files/image_folder/SUPPORT/GENERAL%26SPARE%20PARTS%20CATALOG/PRODUCT%20CATALOG/GENERAL%20DRUM%20SET/2000-masterworks-order-guide.pdf">Pearl – 2000 Masterworks Order Guide</a></li>
  <li><a href="https://www.moderndrummer.com/wp-content/uploads/2017/10/md-340-cs.pdf">Modern Drummer – Anatomy of a drumshell</a></li>
  <li><a href="https://www.moderndrummer.com/2015/02/need-know-drum-shells/">Modern Drummer – What You Need to Know About… Drum Shells</a></li>
  <li><a href="https://www.moderndrummer.com/2014/12/need-know-bearing-edges/">Modern Drummer – What You Need to Know About… Bearing Edges</a></li>
  <li><a href="https://web.archive.org/web/20111110023235/http://home.earthlink.net/~prof.sound/">Drum Tuning Bible</a></li>
  <li><a href="https://bwdrums.nl/_files/200000356-9ab2f9bac5/Sweet%20Sound%20of%20MDF.pdf">The Sweet Sound of MDF!</a></li>
</ol>

<p>Ao comparar tambores de dimensões diferentes, partiremos do pressuposto
que, a menos da dimensão comparada, os demais componentes anatômicos são
idênticos.</p>

<h3 id="diâmetro-e-profundidade">Diâmetro e profundidade</h3>

<p>Quanto maior o diâmetro, mais grave será o som do tambor:</p>

<ul>
  <li>Um bumbo de 22 polegadas de diâmetro tem nota fundamental mais grave
que um de 18 polegadas;</li>
  <li>Uma caixa de 12 polegadas de diâmetro tem nota fundamental mais aguda
que uma de 14 polegadas.</li>
</ul>

<p>Quanto maior a profundidade, mais volume e menos articulação terá o
som do tambor, e a nota fundamental também tenderá a ser mais grave.
Vamos tomar como exemplo um bumbo de 18 polegadas de profundidade e
outro de 14 polegadas:</p>

<ul>
  <li>O bumbo de 18 polegadas de profundidade é capaz de produzir maior volume
e tem som mais profundo, com mais ressonância;</li>
  <li>O bumbo de 14 polegadas de profundidade tem ataque mais articulado.</li>
</ul>

<h3 id="espessura">Espessura</h3>

<p>Quanto mais espesso o casco:</p>

<ul>
  <li>Menor será a ressonância e a sensibilidade;</li>
  <li>Maior será o volume;</li>
  <li>Maior será o potencial para uma altura fundamental mais aguda;</li>
  <li>Mais as peles serão responsáveis pelo timbre.</li>
</ul>

<h3 id="bordas">Bordas</h3>

<p>A borda de 45° é provavelmente a mais comum porque é forte,
fácil de fazer, e produz som com ataque e sustentação notáveis.</p>

<p>A borda de 30°, de acordo com John Craviotto, <em>“acalma o ataque de
uma borda de 45° ao mesmo tempo que retém a sensibilidade”</em>.</p>

<p>As bordas arredondadas, comuns em tambores <em>vintage</em>, têm som
mais aveludado e com menos sobretons.</p>

<figure>
  
<a href="https://pdgood.us/drumshed/picedge4.jpg"><img src="/assets/images/fig-1.21-picedge4.jpg" alt="" /></a>

  <figcaption>
Bordas de cascos — Robert (PDGood) — Reprodução autorizada
</figcaption>
</figure>

<h4 id="aros-de-reforço">Aros de reforço</h4>

<p>Os aros de reforço:</p>

<ul>
  <li>Ajudam a manter um casco fino perfeitamente redondo;</li>
  <li>Aveludam o som;</li>
  <li>Adicionam sobretons.</li>
</ul>

<blockquote>
  <p>“Quando você percute o tambor”, diz John Good (DW Drums), “o aro de
reforço está segurando o valor do ataque. Segura por um segundo e aí
solta a fundamental mais grave, que é a beleza — o arredondado e a
ressonância — do casco”.</p>
</blockquote>

<h3 id="técnica-de-construção">Técnica de construção</h3>

<p>Os cascos geralmente são feitos de madeira. A técnica mais utilizada
para fabricar cascos em escala industrial é a de lâminas
coladas – compensados. Podem ser utilizadas de três até nove, dez,
e às vezes mais lâminas. É a técnica que usa mais cola.</p>

<figure>
  
<a href="https://pdgood.us/drumshed/pic_ply_tom12.jpg"><img src="/assets/images/fig-1.16-pic_ply_tom12.jpg" alt="" /></a>

  <figcaption>
Casco de lâminas coladas — Robert (PDGood) — Reprodução autorizada
</figcaption>
</figure>

<p>Fabricantes de tambores customizados também utilizam outras técnicas.
Uma delas é a de <strong>tanoaria</strong> (<em>stave shell</em>), na qual o casco é feito
com tábuas verticais coladas. Usa menos cola que a técnica de lâminas
coladas.</p>

<figure>
  
<a href="https://www.instagram.com/p/CAp7eVjHfRW/"><img src="/assets/images/fig-1.18-CAp7eVjHfRW.png" alt="" /></a>

  <figcaption>
Casco Mazök Hand &amp; Heart Crafted feito com técnica de tanoaria — Tobias J. Mazochi — Reprodução autorizada
</figcaption>
</figure>

<blockquote>
  <p>“O método de tanoaria melhora enormemente a qualidade da madeira
em contato com a pele, porque elimina inteiramente do processo
centenas de centímetros quadrados de cola. O casco de tambor resultante
ganha vida com a espécie de madeira, que faz uma contribuição tonal
diferente da que se obtém com um casco de madeira compensada.” — William Reeves</p>
</blockquote>

<h3 id="material">Material</h3>

<p>De forma geral, podemos dividir em três grupos os materiais utilizados
em cascos:</p>

<ul>
  <li>Madeiras mais nobres:
    <ul>
      <li><em>Maple</em>: tem tom geral cálido e reproduz as frequências em todo o espectro razoavelmente bem. Ressoa muito bem e aceita bem acabamentos;</li>
      <li>Mogno: comparado ao do <em>maple</em>, o tom percebido do mogno genuíno dos EUA ou Honduras é mais cálido porque, embora os médios e agudos sejam aproximadamente os mesmos, o mogno tem um aumento de cerca de 20% nos graves;</li>
      <li><em>Birch</em>: é uma madeira bastante densa e resistente, de cor creme e fácil manejo. Comparado ao <em>maple</em>, um <em>kit</em> de <em>birch</em> será mais “duro/brilhante” porque, embora os médios sejam aproximadamente os mesmos, tem uma queda de cerca de 10% nos graves e um aumento de cerca de 20% nos agudos.</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Madeiras mais simples:
    <ul>
      <li><em>Basswood</em>: é uma madeira dura de custo mais acessível que para alguns imita o som do <em>maple</em>, e para outros o do mogno.</li>
      <li><em>Poplar</em>: é uma madeira obtida de árvores de crescimento rápido e dureza média, e é uma alternativa menos cara ao <em>birch</em> e ao <em>maple</em>.</li>
    </ul>
  </li>
  <li>Sintéticos:
    <ul>
      <li>Acrílico: tem timbre geral cálido e bastante ataque e volume.</li>
    </ul>
  </li>
</ul>

<p>Há várias outras madeiras e materiais sintéticos. Descrevemos apenas
alguns dos mais comuns.</p>

<p>É importante lembrar que as características dos diversos materiais
podem ser reforçadas ou atenuadas com peles, afinação e abafamento.
Por isso considero que, embora o material utilizado tenha importância,
as <strong>dimensões do casco</strong> e principalmente o <strong>controle de qualidade</strong>
do fabricante são mais importantes:</p>

<ul>
  <li>O casco deve ser tão redondo e rígido quanto possível,
sem se deformar com o uso normal nem com variações razoáveis
de temperatura e umidade;</li>
  <li>As bordas devem ser fortes e uniformes.</li>
</ul>

<h2 id="resumo">Resumo</h2>

<p>É isso! Espero que o conhecimento da influência das características
anatômicas do casco ajude você a saber o que esperar de um determinado
modelo, sempre levando em conta que as peles são responsáveis pela maior
parte do som.</p>

<div class="footnotes" role="doc-endnotes">
  <ol>
    <li id="fn:1" role="doc-endnote">
      <p>Às vezes apenas uma. <a href="#fnref:1" class="reversefootnote" role="doc-backlink">&#8617;</a></p>
    </li>
  </ol>
</div>]]></content><author><name>Georger Araújo</name></author><category term="bateria" /><category term="bateria" /><summary type="html"><![CDATA[Oi pessoal, os fabricantes de tambores oferecem uma grande variedade de modelos com cascos de diferentes diâmetros, profundidades e madeiras, dentre outras características. Qual é a influência dessas características no som de cada um?]]></summary></entry><entry><title type="html">Andamento e metrônomo</title><link href="https://georger.net/bateria/andamento_e_metronomo/" rel="alternate" type="text/html" title="Andamento e metrônomo" /><published>2021-11-03T16:00:00-03:00</published><updated>2021-11-03T16:00:00-03:00</updated><id>https://georger.net/bateria/andamento_e_metronomo</id><content type="html" xml:base="https://georger.net/bateria/andamento_e_metronomo/"><![CDATA[<p>Oi pessoal,<br />
hoje vamos falar de andamento e metrônomo, e vamos recomendar
um aplicativo de metrônomo para nossas práticas.
<!--more--></p>

<h2 id="andamento">Andamento</h2>

<p>O andamento é a velocidade de um trecho em uma peça musical.
É geralmente medido pelo número de tempos a executar em um minuto
de música, ou <em>batidas por minuto</em> (<strong>bpm</strong>).
O termo <em>batidas</em> vem do inglês <em>beats</em>, que corresponde a <em>tempos</em>.</p>

<div class="notice--info">
  
<p>O(A) baterista deve permanecer atento(a) à diferença entre <strong>tempos da fórmula
de compasso</strong> e percussões (toques) nos tambores e nos pratos porque a velocidade
em bpm (batidas por minuto) <strong>não necessariamente corresponde ao número de
percussões que o(a) baterista executa</strong>:</p>

<ul>
  <li>Um tempo em um compasso pode se subdividir em 2, 3 ou mais percussões;</li>
  <li>No tempo (ou subdivisão) em que ocorre uma pausa, o(a) baterista não percute
nenhum componente do <em>kit</em>.</li>
</ul>

</div>

<p>O andamento pode variar ao longo da música por meio de uma nova indicação
ou por palavras que indicam mudanças graduais de velocidade.</p>

<h3 id="metrônomo">Metrônomo</h3>

<p>O metrônomo é um dispositivo que produz um som (por exemplo, tique-taque
ou estalo) e/ou um sinal visual em um intervalo regular definido pelo(a)
musicista, geralmente entre 40 e 208 bpm. O(A)s musicistas usam o metrônomo
para praticar e tocar. Um metrônomo é mostrado na figura a seguir:</p>

<figure>
  
<a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Метроном_в_движении.gif"><img src="/assets/images/Метроном_в_движении.gif" alt="" /></a>

  <figcaption>
Wikimedia Commons <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en">(CC-BY-SA-3.0)</a>
</figcaption>
</figure>

<p>Além do aparelho mecânico mostrado na figura anterior, há também metrônomos
eletrônicos e aplicativos de metrônomo.</p>

<p class="notice--info">Em uma banda, a bateria – e, por extensão, o(a) baterista – é responsável
pelo andamento e pelo ritmo da música e <strong>serve como metrônomo para os outros
instrumentos</strong>. Para bem executar essa tarefa, o(a) baterista deve tocar
com regularidade e precisão, fundamentos que são desenvolvidos por meio
da prática.</p>

<h3 id="indicação-de-andamento-e-indicação-metronômica">Indicação de andamento e indicação metronômica</h3>

<p>A <strong>indicação de andamento</strong> é grafada no início da peça musical, logo acima
da fórmula de compasso:</p>

<ul>
  <li>em composições clássicas, consiste de uma instrução (um termo em italiano
ou em língua pátria) que indica uma <em>faixa aproximada</em> de batidas por minuto;</li>
  <li>em composições modernas, a indicação pode também conter uma <em>indicação
metronômica</em> exata que complementa ou simplesmente substitui a instrução
indicativa.</li>
</ul>

<p>A <strong>indicação metronômica</strong> pode aparecer sozinha ou ao lado da instrução
indicativa e define a velocidade da música em notas por minuto, conforme
mostrado no exemplo a seguir:</p>

<p><img src="/assets/images/exm-2.24-indicacao_metronomica.png" alt="Indicação metronômica" /></p>

<h3 id="andamentos-em-italiano">Andamentos em italiano</h3>

<p>A relação de andamentos principais contida na tabela a seguir é baseada
na obra <em>Tipbook Music on Paper: Basic Theory</em><sup id="fnref:pinksterboer-2010" role="doc-noteref"><a href="#fn:pinksterboer-2010" class="footnote" rel="footnote">1</a></sup>:</p>

<table rules="groups">
  <thead>
    <tr>
      <th>Andamento</th>
      <th>Indicação metronômica</th>
      <th>Descrição</th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
    <tr>
      <td><em>Largo</em></td>
      <td>♩ = 40 − 60</td>
      <td>Bastante vagaroso</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><em>Adagio</em></td>
      <td>♩ = 66 − 76</td>
      <td>Vagaroso</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><em>Andante</em></td>
      <td>♩ = 76 − 108</td>
      <td>Vagaroso a médio</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><em>Moderato</em></td>
      <td>♩ = 108 − 120</td>
      <td>Médio</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><em>Allegro</em></td>
      <td>♩ = 120 − 168</td>
      <td>Depressa, rápido</td>
    </tr>
    <tr>
      <td><em>Presto</em></td>
      <td>♩ = 168 − 200</td>
      <td>Bastante depressa, veloz</td>
    </tr>
  </tbody>
</table>

<p>A tabela é exemplificativa. Vários textos descrevem outras relações
de andamentos, alguns deles com nomes baseados em subdivisões dos
apresentados. Além disso, a correspondência entre andamentos e
indicações metronômicas não é exata e varia conforme o(a) autor(a)
da peça e o estilo musical. A figura a seguir mostra a escala descrita
na obra <em>Compêndio de Teoria Elementar da Música</em><sup id="fnref:lacerda-1967" role="doc-noteref"><a href="#fn:lacerda-1967" class="footnote" rel="footnote">2</a></sup>:</p>

<p><img src="/assets/images/fig-2.4-andamentos_em_italiano.svg" alt="Uma escala de andamentos" /></p>

<h2 id="metronomerous"><em>Metronomerous</em></h2>

<p>Em minhas práticas uso o <a href="https://www.metronomerous.de/">Metronomerous</a>, um aplicativo
de metrônomo <strong>gratuito</strong> e <strong>sem anúncios</strong> que pode ser instalado em
celulares e <em>tablets</em> Android e também tem uma versão que roda diretamente
em navegadores de Internet.
Tive a oportunidade de traduzir a interface e as páginas de ajuda
do aplicativo para português do Brasil.</p>

<p>É necessário conhecimento básico de notação musical e um pouco de tempo
para se familiarizar com ele. Tem os recursos que seguem:</p>

<ul>
  <li>sem anúncios</li>
  <li>subdivisões: colcheias, semicolcheias, tercinas, quiálteras de cinco, quiálteras de sete</li>
  <li>acentos em qualquer nota de semicolcheia ou tercina</li>
  <li>definição de volumes diferentes para cada subdivisão ou acento</li>
  <li>definição de andamento por roda seletora, toque ou entrada numérica</li>
  <li>indicações de andamento em italiano</li>
  <li>marcação de andamento com <em>flash</em> e vibração</li>
  <li>silêncio: <em>playback</em> silenciável por um número configurável de compassos</li>
  <li>incremento de andamento: aumento gradual do andamento durante o <em>playback</em></li>
  <li>vários sons para escolher, alguns deles editáveis</li>
  <li>salve suas configurações na Lista de Batidas</li>
  <li>programe sequências complexas de batidas (arranjos)</li>
  <li>compartilhe arranjos com outros usuários e dispositivos</li>
  <li>visualize o metrônomo em modo retrato ou paisagem</li>
  <li>vem com documentação de ajuda</li>
  <li>idiomas: inglês, alemão, russo e português brasileiro</li>
</ul>

<p>Há metrônomos, inclusive comerciais, cujo ajuste de subdivisões se aplica
igualmente a todos os tempos de cada compasso. Por exemplo: um compasso
de quatro semínimas ajustado para quatro subdivisões terá dezesseis
semicolcheias por compasso. O Metronomerous se destaca porque permite
configurar as subdivisões <strong>para cada tempo</strong> de um compasso. Isso é
bastante útil porque é comum de se encontrar em exercícios de livros.</p>

<p>No primeiro exercício de <a href="https://colinbailey.me/bass-drum-control/"><em>Bass Drum Control</em></a>, por exemplo, devemos
tocar quatro semínimas e em seguida oito colcheias no bumbo; para fazer
isso, ajustamos o Metronomerous para que o compasso tenha oito tempos, e
em seguida ajustamos apenas os quatro últimos para se subdividir em colcheias.</p>

<p><img src="/assets/images/Screenshot_20211103-180152_Metronomerous.jpg" alt="Exercício 1 de Bass Drum Control" /></p>

<h3 id="fechamento">Fechamento</h3>

<p>Agora que sabemos o básico sobre andamento e metrônomo, é hora de
praticar! Use sempre o metrônomo em seus treinos. Comece devagar e
acelere o andamento (ou inclua subdivisões) progressivamente à medida
que evolui. A velocidade e a precisão estão ao seu alcance, e o metrônomo
está aí para ajudar.</p>

<div class="footnotes" role="doc-endnotes">
  <ol>
    <li id="fn:pinksterboer-2010" role="doc-endnote">
      <p>Pinksterboer, H. (2010). <em>Tipbook Music on Paper: Basic Theory</em>. Tipbook series. Hal Leonard Books. ISBN: 9781423465294. <a href="#fnref:pinksterboer-2010" class="reversefootnote" role="doc-backlink">&#8617;</a></p>
    </li>
    <li id="fn:lacerda-1967" role="doc-endnote">
      <p>Lacerda, O. (1967). <em>Compêndio de Teoria Elementar da Música</em>. Ricordi Brasileira. ISBN: 9788599477281. <a href="#fnref:lacerda-1967" class="reversefootnote" role="doc-backlink">&#8617;</a></p>
    </li>
  </ol>
</div>]]></content><author><name>Georger Araújo</name></author><category term="bateria" /><category term="bateria" /><summary type="html"><![CDATA[Oi pessoal, hoje vamos falar de andamento e metrônomo, e vamos recomendar um aplicativo de metrônomo para nossas práticas.]]></summary></entry><entry><title type="html">Bateria acústica e eletrônica: prós e contras</title><link href="https://georger.net/bateria/bateria-acustica-e-eletronica-pros-e-contras/" rel="alternate" type="text/html" title="Bateria acústica e eletrônica: prós e contras" /><published>2021-10-23T21:00:00-03:00</published><updated>2021-10-23T21:00:00-03:00</updated><id>https://georger.net/bateria/bateria-acustica-e-eletronica-pros-e-contras</id><content type="html" xml:base="https://georger.net/bateria/bateria-acustica-e-eletronica-pros-e-contras/"><![CDATA[<p>Oi pessoal,<br />
hoje vamos falar dos prós e contras dos dois tipos de bateria: acústica e
eletrônica.
<!--more-->
Vamos tratar dos critérios a seguir:</p>

<ul>
  <li>pré-requisitos;</li>
  <li>volume e barulho;</li>
  <li>afinação;</li>
  <li>versatilidade; e</li>
  <li>gravação.</li>
</ul>

<p>Partiremos do pressuposto que já temos bateria, baquetas, banco e
pedal de bumbo.</p>

<h2 id="bateria-acústica">Bateria acústica</h2>

<p>A bateria acústica é nossa velha conhecida: é composta de tambores, pratos
e ferragens.</p>

<figure>
  
<a href="https://flic.kr/p/2hLzhCE"><img src="https://live.staticflickr.com/65535/49074821302_17282ae5a2_w.jpg" alt="Stefan Müller" /></a>

  <figcaption>
Stefan Müller <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/">(CC BY-NC-ND 2.0)</a>
</figcaption>
</figure>

<h3 id="pré-requisitos">Pré-requisitos</h3>

<p>Nenhum! É só sentar e começar a tocar.</p>

<h3 id="volume-e-barulho">Volume e barulho</h3>

<p>A bateria acústica é um dos instrumentos mais barulhentos que existem,
talvez o mais barulhento. Se você mora em apartamento, provavelmente terá
que instalar isolamento acústico em um cômodo para tocá-la sem incomodar
seus vizinhos.</p>

<h3 id="afinação">Afinação</h3>

<p>Há <a href="https://georger.net/bateria/traducao-da-3a-versao-da-drum-tuning-bible/">livros inteiros</a> sobre afinação de bateria, que consiste
basicamente de escolher a pele apropriada e aplicar a tensão adequada
nos parafusos de afinação – algo mais fácil de falar do que de fazer.</p>

<h3 id="versatilidade">Versatilidade</h3>

<p>Em tese a bateria acústica é versátil porque ela é um <em>kit</em> composto de
pratos, tambores e ferragens, então podemos mudar bastante seu som
simplesmente pela troca dos componentes – algo que não se pode fazer
com um piano, por exemplo.</p>

<p>Além disso, é possível mudar bastante o som dos tambores por meio da
afinação. Há limites, contudo. Um bumbo de 22 polegadas sempre produzirá
bastante volume e uma caixa metálica em regra terá tom mais brilhante que
uma caixa de madeira, independentemente das peles e da afinação utilizadas.
E ainda não mencionamos o custo de aquisição dos componentes avulsos; algumas
caixas custam sozinhas mais que <em>kits</em> inteiros.</p>

<h3 id="gravação">Gravação</h3>

<p>Para gravar uma bateria acústica é necessário microfoná-la, o que requer
investimento e conhecimento especializado.</p>

<h2 id="bateria-eletrônica">Bateria eletrônica</h2>

<p>A bateria eletrônica consiste de um módulo eletrônico e um conjunto de
<em>pads</em>, que podem ser de borracha, malha (<em>mesh</em>) ou silicone. O módulo
e os <em>pads</em> são montados em um rack. Quando tocamos, o módulo detecta a
força, a velocidade e outros parâmetros por meio de sensores embutidos
nos <em>pads</em> e gera o som correspondente.</p>

<figure>
  
<a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Basic_drumset.jpg"><img src="/assets/images/Basic_drumset.jpg" alt="" /></a>

  <figcaption>
Wikimedia Commons <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.en">(CC-BY-SA-4.0)</a>
</figcaption>
</figure>

<h3 id="pré-requisitos-1">Pré-requisitos</h3>

<p>Para tocar em uma bateria eletrônica você vai precisar, no mínimo, de uma
tomada elétrica e fones de ouvido ou um monitor pessoal de bateria.</p>

<h3 id="volume-e-barulho-1">Volume e barulho</h3>

<p>O volume do som da bateria eletrônica é aquele que o(a) baterista regula
nos fones de ouvido ou no monitor pessoal.</p>

<p>O barulho produzido pelas baquetas e pelo batedor do pedal de bumbo
ao percutir os <em>pads</em> não atravessa paredes de alvenaria. Por outro lado,
se você morar em apartamento as <em>vibrações</em> causadas pelos
impactos <strong>vão</strong> se propagar pela estrutura do prédio e podem incomodar
seus vizinhos, e para impedir essa propagação será necessário usar
uma <a href="https://drive.google.com/file/d/1KGcFRSUwseYHDgx2wm3khrP0qtitZ99E/view?usp=sharing">solução</a> de <a href="https://drive.google.com/file/d/1rCeTql3X2eFrPUP7cIZo8_mqef2rYRra/view?usp=sharing">absorção</a>.</p>

<h3 id="afinação-1">Afinação</h3>

<p>A bateria eletrônica não desafina e vários modelos de módulos permitem
modificar parâmetros de afinação, a exemplo de tom e ressonância.</p>

<h3 id="versatilidade-1">Versatilidade</h3>

<p>Os módulos de baterias eletrônicas, mesmo os mais simples, vêm com
vários <em>kits</em> embutidos. Assim, é possível mudar de um <em>kit</em> de <em>jazz</em>
para um de rock com o toque de um botão.</p>

<p>Além disso, se o módulo tiver uma porta de
saída <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/MIDI">MIDI</a>,
também é possível conectá-lo a
uma <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Digital_audio_workstation">DAW</a>
e utilizar um dos diversos
<em>plugins</em> <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Virtual_Studio_Technology">VST</a>
disponíveis no mercado para reproduzir os sons de uma vasta gama
de baterias acústicas.</p>

<p>Por fim, os módulos geralmente vêm com aplicativos de metrônomo e
entradas de áudio que permitem conectar dispositivos de reprodução
a exemplo de aparelhos de som, computadores, celulares e <em>tablets</em>,
o que faz as baterias eletrônicas bastante convenientes para estudo
e prática. Alguns módulos têm funções de treinamento.</p>

<h3 id="gravação-1">Gravação</h3>

<p>É trivial gravar o som de uma bateria eletrônica porque os módulos têm
saídas de áudio que podem ser conectadas a dispositivos de gravação.</p>

<h2 id="qual-é-a-melhor">Qual é a melhor?</h2>

<p>Nem uma nem outra, cada uma tem seus prós e contras. Para mim a bateria
acústica não é uma opção porque moro em apartamento, e por isso tenho uma
bateria eletrônica que é ideal para meu uso de prática e estudo – mas
se morasse em uma casa consideraria comprar uma bateria acústica.</p>

<h3 id="resumo">Resumo</h3>

<table rules="groups">
  <thead>
    <tr>
      <th>Bateria</th>
      <th>Acústica</th>
      <th>Eletrônica</th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
    <tr>
      <td>Pré-requisitos</td>
      <td>Nenhum</td>
      <td>Tomada elétrica e fones/monitor pessoal</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Volume e barulho</td>
      <td>Bastante!</td>
      <td>O do som é regulável, o dos <em>pads</em> é discreto, as vibrações podem ser absorvidas</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Afinação</td>
      <td>Necessária e não-trivial</td>
      <td>Desnecessária. É possível regular parâmetros</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Versatilidade</td>
      <td>Possível, mas não-trivial/custosa</td>
      <td>É fácil personalizar o <em>kit</em> e os módulos têm recursos embutidos</td>
    </tr>
    <tr>
      <td>Gravação</td>
      <td>Exige microfonação</td>
      <td>Basta conectar a saída de áudio a um dispositivo de gravação</td>
    </tr>
  </tbody>
</table>]]></content><author><name>Georger Araújo</name></author><category term="bateria" /><category term="bateria" /><summary type="html"><![CDATA[Oi pessoal, hoje vamos falar dos prós e contras dos dois tipos de bateria: acústica e eletrônica.]]></summary></entry><entry><title type="html">Bíblia de Afinação de Tambores – Tradução da 3ª versão da Drum Tuning Bible</title><link href="https://georger.net/bateria/traducao-da-3a-versao-da-drum-tuning-bible/" rel="alternate" type="text/html" title="Bíblia de Afinação de Tambores – Tradução da 3ª versão da Drum Tuning Bible" /><published>2021-10-13T12:10:19-03:00</published><updated>2021-10-13T12:10:19-03:00</updated><id>https://georger.net/bateria/traducao-da-3a-versao-da-drum-tuning-bible</id><content type="html" xml:base="https://georger.net/bateria/traducao-da-3a-versao-da-drum-tuning-bible/"><![CDATA[<p>Oi pessoal,<br />
acredito que muita gente já deve ter ouvido falar da <em>Drum Tuning Bible</em>, um documento extenso de autoria de Scott Johnson sobre (claro) afinação de bateria.
<!--more-->
Em minhas leituras para um livro de introdução à bateria que estou escrevendo, li a tradução de Daniel Majer para a segunda versão, que baixei do <a href="https://web.archive.org/web/20180402224219/http://www.batera.com.br/Artigos/biblia-para-afinar-bateria">batera.com.br</a>, intitulada “Bíblia para afinar bateria”. Gostei bastante.</p>

<p>Tive algumas dúvidas, resolvi ler a original e vi que a versão mais recente, a terceira, datada de 22 de janeiro de 2005 e disponível <a href="https://web.archive.org/web/20111110023235/http://home.earthlink.net/~prof.sound/">aqui</a>, aparentemente ainda não tinha tradução para o português. Decidi fazer uma.</p>

<p>Acho que o documento pode ser útil porque tem muita informação legal lá que não exige prerrequisito nenhum. Então decidi compartilhar o resultado desse esforço de tradução. Com certeza há erros e obscuridades (o texto original em inglês é meio tortuoso e traduzir é mais luta que dança), e por isso peço que não hesitem em me enviar seus comentários e correções – meu email está na seção “NOTAS DA TRADUÇÃO” na p.3 do PDF e minhas redes sociais no rodapé da página – para que eu possa atualizar o texto e incluir os nomes de vocês nos créditos da tradução.</p>

<p>Antes de compartilhá-la, digo de antemão:</p>
<ul>
  <li>NÃO sou tradutor profissional;</li>
  <li>NÃO sou baterista profissional;</li>
  <li>NÃO tenho bateria acústica, só eletrônica;</li>
  <li>NUNCA afinei uma bateria – isso fica bem evidente no cap. 8, “Esteira da Caixa”.</li>
</ul>

<p>Feitas essas considerações, digo também que:</p>
<ul>
  <li>Tenho alguma familiaridade com produção de textos;</li>
  <li>Tenho alguma familiaridade com tradução inglês-português;</li>
  <li>Tenho alguma familiaridade com a bateria acústica que toco nas aulas com o <a href="http://adrianoazevedo.com.br/">Prof. Adriano Azevedo</a>;</li>
  <li>Pesquiso BASTANTE antes de publicar alguma coisa.</li>
</ul>

<p>Então para quem tiver curiosidade em ver esse trabalho, que intitulei “Bíblia de Afinação de Tambores”, está <a href="https://drive.google.com/file/d/1hDR8UwvztN1fM0Tw5i2gSN-MoGNn0oFv/view?usp=sharing">aqui</a>. O texto original em inglês, formatado bonitinho (achei o site e o PDF originais pouco ergonômicos), está <a href="https://drive.google.com/file/d/1E5KPgkweRcbtOmalmIA2slNT-Ju5kf-I/view?usp=sharing">aqui</a>.</p>

<p>Não hesitem em me enviar seus comentários e correções para que eu possa atualizar o texto e incluir os nomes de vocês nos créditos da tradução. Podemos fazer esse texto ficar bem bacana e ajudar bastante gente. :drum:</p>]]></content><author><name>Georger Araújo</name></author><category term="bateria" /><category term="bateria" /><summary type="html"><![CDATA[Oi pessoal, acredito que muita gente já deve ter ouvido falar da Drum Tuning Bible, um documento extenso de autoria de Scott Johnson sobre (claro) afinação de bateria.]]></summary></entry></feed>